Tudo isso poderia perder um pouco da
veracidade quando vemos que a composição não é totalmente de autoria da
mais nova careca do pedaço: o verso foi co-escrito por Claude Kelly. Mas
tudo bem.
A grande questão é o rumo que Jessie J
parece estar querendo tomar com sua carreira. Depois de se popularizar
com a pop “Price Tag”, se aventurar como uma quase cover de Katy Perry
em “Domino” e se jogar na farofa de “Laserlight”, a britânica resolveu
se aventurar pelo cenário levemente urban em “Wild”. Para isso, não
poupou esforços em colocar dois rappers na canção: Big Sean e Dizzee
Racal a ajudam, de forma desnecessária, na tentativa de parecer
convincente em tal faceta.
Não seria justo dizer que a
interpretação de Jessie nos versos pré-refrães é ruim. O ponto chave do
lado negativo continua sendo os agudos exagerados que são empregados nos
versos de maior destaque da produção.
Por falar em produção: dificilmente o
produtor Amno conseguiria desenvolver algo mais datado que o
instrumental de “Wild”. Já no aspecto de composição, é interessante ver
como a mentalidade da artista mudou: se no disco “Who You Are” as letras
pareciam basear-se na sua maioria em sonhos, “Wild” traz a percepção de
que o assunto tratado já se encaixa em um estágio de quase
agradecimento pós-realizações.
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